Até o momento, a expectativa da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil não condiz com a realidade. Em dezembro de 2016 a Agência determinou que em 2017 as companhias aéreas brasileiras poderiam cobrar pela bagagem despachada, tal qual acontece em diversos países do mundo.

 

Depois de muitos entraves jurídicos referentes à questão, a cobrança começou, de fato, em junho de 2017. Agora, o brasileiro deve pagar pela passagem e pelo serviço de bagagem despachada, que é cobrado por unidade e encarece à medida que o cliente demora para pagá-lo. As companhias aéreas buscaram formas de flexibilizar o pagamento, incentivando que o passageiro fizesse uso inteligente do seu espaço e buscasse viajar somente com o necessário; caso contrário sua viagem custa muito mais caro do que o esperado.

A ANAC tomou essa decisão buscando, como afirmou, beneficiar o consumidor que não viaja com bagagens. Portanto, a ideia principal da cobrança é automaticamente permitir que o bilhete tenha um custo menor. Assim, o passageiro que viaja com menos bagagens (ou apenas com bagagem de mão) e utiliza pouco o serviço de bagagem, pagaria menos pela viagem.

Embora a lógica pareça justa sob certos aspectos, o que frustra o passageiro a esta altura de 2017 é que o valor do bilhete subiu ao invés de cair. De acordo com o IBGE, o aumento chega a 16,9%. Porém, dados da FGV – Fundação Getúlio Vargas, apontam que o preço das passagens aéreas subiu 35,9%. Embora haja grande divergência entre os dois institutos, o que podemos entender é que houve significativo aumento do valor que o consumidor deve pagar pelo bilhete. Além disso, ainda há o custo de despachar a bagagem.

A ANAC se comprometeu a rever a resolução de cobrança por bagagem caso o seu principal objetivo – fazer com que o valor do bilhete caísse – não fosse cumprido. Até o momento, há poucos indícios de que isso realmente vai acontecer, de modo que o consumidor acaba sendo o principal prejudicado.

 

Estratégias para economizar são, mais do que nunca, necessárias

 

Embora o aumento do valor dos bilhetes pareça inviabilizar quaisquer planos de viagem, é importante que o consumidor não se abale e procure recorrer a tudo o que for possível para não deixar de viajar nas férias. Promoções relâmpago de planos de fidelidade são, no momento, a melhor alternativa para conseguir bônus e descontos nos valores das passagens, que têm se apresentado muito acima do orçamento médio.
Mesmo sendo fidelizado a um programa específico de fidelidade, isso não significa que você não possa aproveitar promoções relâmpago de outra companhia. Se tem milhas acumuladas, você pode optar por vendê-las à Central Milhas, utilizando a renda proveniente da venda para aproveitar qualquer promoção de outras companhias aéreas diferentes daquela à qual você é vinculado e que julgue compensatórias. Para saber como fazer, basta entrar no site www.centralmilhas.com.br e solicitar a sua cotação. Para ganhar mais pontos em seu programa, não se esqueça de vincular o seu cartão de crédito ao programa e fazer a transferência de pontos sempre que a companhia incentivá-lo com algum tipo de bônus.